Buscar

Como obter o ‘buy-in’ das chefias para um ‘Organizational Happiness Plan'

“If opportunity doesn't knock, build a door"

– Milton Berle, Ator e Comediante Americano


Esta tem sido a pergunta mais colocada desde que começámos a trabalhar a Felicidade no Trabalho:

“Como é que eu crio abertura na minha empresa para isto?”


São muitos os que estão em posição de ‘Ready-Set-Go’ nesta corrida para a Felicidade, apenas à espera de ouvirem o apito de largada e partida.


Disse-me o meu pai ao longo dos anos:

“Madalena, a experiência tem-me mostrado que a maior percentagem do tempo no processo de vingar num negócio não está no fazer mas sim no sentar, pensar, refletir, planear e definir a estratégia. Antecipar o que pode correr mal para ter resposta imediata. A execução é importante, o correr riscos também mas arranjar tempo para ‘ver mais além’ é muito eficaz no que toca a atingir objetivos”. E esta diferença entre o agir e o reagir tem trazido bons resultados.


Eu concordo e aplico esta maneira de estar em todas as áreas da vida.


‘Vender’ a ideia de felicidade dentro de uma organização não é diferente. Para responder a esta questão que nos colocam quase diariamente enumerei abaixo os passos que têm funcionado com os nossos clientes e que poderá utilizar com as suas chefias:


  1. Antecipe o que poderão ser objeções típicas à Felicidade Corporativa. Aqui poderá ser falta de tempo, falta de budget, não fazer parte da lista de prioridades, entre outros.

  2. Reflita de antemão: o que poderão ser boas objeções a essas objeções? Crie uma lista de argumentos. Por exemplo, se o desafio for falta de tempo, assegure-lhes que o objetivo é começar este projeto com pequenas iniciativas, uma de cada vez. Se for uma questão de budget, poderá dar ideias de iniciativas de zero ou baixo custo. Se não fizer parte da lista de prioridades, mostre de maneira criativa que é algo que é importante para os colaboradores. Seja através de uma petição, de um vídeo, ou outro. Poderá apresentar estatísticas sobre absentismo, presentismo, stress, burnout (etc.) da realidade nacional.

  3. Liberte-se do medo de não ser aceite e elimine os pessismistas do seu radar. Pergunte-se: “O que é que, no pior dos casos, pode acontecer” , eu respondo-lhe: Poderá apenas ficar tudo como está. Quando abordamos, partilhamos, experimentamos e ativamos a felicidade no trabalho, esta é como um balde de pipocas – há pessoas que vão saltar de excitação mas algumas vão ficar caídas no fundo do balde, como aquele milho queimado, duro de roer! Provavelmente não iremos nunca conseguir com que todos sejam parte ativa neste programa pró-felicidade, foquemo-nos então nos que farão uma diferença positiva. Quantas mais pessoas o fizerem, mais pessoas o farão.

  4. Marque reunião com quem de competência que precise de ser convencido. Envie o convite de maneira original para criar mais impacto - aqui está já a ditar o tom para o que se segue e a criar curiosidade, o que aumenta a recetividade.

  5. Prepare a sua apresentação. Construa-a com base nos pontos abaixo.

  6. Conecte a felicidade aos resultados do negócio. Pesquise e apresente estatísticas do que está a funcionar cá dentro e lá fora. Aqui não falo apenas de resultados financeiros, poderão ser consequências sociais e/ou alterações de comportamento.

  7. Encontre os pontos de dor e mostre como o projeto os pode aliviar. É comum as chefias terem uma perceção completamente desfasada da realidade do colaborador, prepare-se para apresentar situações e exemplos concretos.

  8. Dê um boost na morale e use um argumento ético simples como ‘gerir um local de trabalho infeliz magoa as pessoas e está errado’ (!!! um ar indignado é sempre eficaz!)

  9. Desça a fasquia: Passe a mensagem de que o projeto não tem o foco na felicidade perfeita e plena, mas sim em fazer os colaboradores sentirem mais emoções positivas do que negativas no seu local de trabalho.

  10. Apresente um Organizational Happiness Plan específico, claro e detalhado. Deixo abaixo um que poderá usar como referência. Mencione quem, quando, o quê, como, porquê e o resultado.

  11. Peça para testar – Implemente este projeto como piloto num departamento ou equipa.

  12. Meça a felicidade da equipa – Há várias maneiras de o fazer, através de apps, exercícios ou questionários eficazes. Poderá inscrever-se na nossa Certificação Internacional em Chief Happiness Officer para aprender os quadros conceptuais para medir a felicidade corporativa de maneira eficaz ou poderá contactar-nos para fazermos um assessment dos níveis de felicidade na sua empresa.

  13. Peça o apoio e esforço das chefias no envolvimento do projeto – Qualquer projeto é mais credível e eficaz se as chefias estiverem envolvidas e os colaboradores tendem a sentir-se mais reconhecidos e emocionalmente investidos.

  14. Faça sessões de follow-up para receber feedback do que corre bem, do que corre mal, ouvir sugestões e rever estratégias.

  15. Meça o progresso, apresente-o às chefias e obtenha sinal verde para expandir esta cultura a toda a empresa.



Dicas:

- Anexe ao seu OHP as pessoas que se querem envolver no projeto e que olham para o mesmo com relevância;

- Se conseguir recrute céticos. Se os conseguir converter, a reputação e credibilidade do projeto aos olhos de todos aumentará;

- Comunique as iniciativas de maneira eficaz;

- Consistência, persistência e perseverança são fatores-chaves para o sucesso.

- Vá partilhando as histórias boas com a empresa – seja por email, newsletter, passa-palavra e celebre as vitórias.


Dicas do que não funciona:

- Forçar as pessoas a participar;

- Fazer muitas atividades ao mesmo tempo;

- Fazer apenas atividades sociais;

- Comunicação fraca e entediante dos eventos que vão acontecer, fazendo com que as pessoas nao se envolvam ou que caiam no esquecimento;

- Fazer iniciativas sem data e hora específicas, prolongadas no tempo.


Infelizmente, há muitas pessoas que sentem que não há margem ou espaço para trabalhar este tema na sua empresa. E se isto for realmente importante para si eu reporto-me sempre a este pensamento:


“We must accept finite disappointment, but never lose infinite hope.”

– Dr. Martin Luther King, Jr., American Civil Rights Activist


A felicidade, para ser um objetivo, tem primeiro de ser uma prática. Então despeça-se, não se desgaste, vá espalhá-la onde a querem bem.


Be the change that you want to see in the business” 😊

Por Equipas mais Felizes!

Madalena Carey

Managing Partner

119 visualizações